VIOLÊNCIA GERA VIOLÊNCIA

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No auge deste caos “ensurdecedor”, a paciência anda ficando na porta de casa, já na saída para o trabalho. Os neurônios seguem fritando e colocando à prova nossos temperamentos, ainda mais destemperados por dias incertos de um governo desgovernado! Resolvo falar do tumulto dos nossos afetos. Dos desafetos que acabamos vivendo por causa de uma violência desenfreada e de uma educação invertida por todos os lados.  

A violência aumentou e não só aqui, não só no seu bairro, nem só na sua sala de casa, mas no mundo. O que mais se ouve, os que se propõe a ouvir, nas rodas de conversas são relatos de aumento de assaltos, terrorismo, mortes gratuitas e de todo tipo de tragédias. Fofocas sobre governantes sem vergonha que não nos dão outra saída a não ser levantarmos as bandeiras. E seguem os movimentos #fora, movimento não à olimpíada, mais amor por favor. Prédios e passarelas que caem a qualquer momento por negligência de governos que colocam a verba no próprio jantar enquanto muitos não jantam!

Enquanto isso, estamos todos saindo armados nas ruas. Cada um com a sua arma, seja um carro, uma palavra, um escudo, uma barra de ferro. Um caminhão cheio de armamento atropelando pessoas festejando na rua. E muitos acabam achando que só há esta saída, a barbárie!  A educação está invertida!  Há os contra lei, que não respeitam nossos direitos e seguem no poder. A dona do cachorro, que não recolhe o cocô na rua e te xinga se você reclamar. O motorista do ônibus, que freia e todos caem, se sente na razão em mandar todos para seus devidos lugares. Mas todos exigindo um mundo melhor.

Cada vez há menos delicadeza e gentileza com os desconhecidos.  E, até mesmo, com conhecidos. Relações secando junto com a terra árida dos canteiros das ruas e com as folhas murchas, amarelas de sede. Estamos frente a um momento de sede digna de sertão! Sede de cidadania, sede de consciência sobre democracia, de bons representantes para nossos direitos, sede de noção de coletivo e seu poder.

 

Sabemos quem somos? Mesmo? Sabemos o que é ser cidadão? O que é cidadania? Quais nossos deveres? O que é respeito ao próximo? O que é erradicação da fome e pobreza? O que significa termos direitos iguais? Como se faz uma boa educação de base? Como sustentar uma saúde publica exemplar para nossos 26 estados?

Meu grande mestre Amir Haddad sempre repete uma frase que ultimamente não tem saído da minha cabeça: “se o violento se combate com a violência, a violência se combate com o que? ”. Se continuarmos justificando e banalizando a violência, nosso futuro não será dos mais calmos. É preciso uma grande ruptura e tomada de consciência sobre onde estamos e para onde queremos ir.

Ontem escutei a seguinte frase: “a maior violência no mundo continua sendo a fome”! Bem, dizem que só há organização depois do caos. Com a cabeça fervendo, só me resta esperar que realmente haja.

CrônicaGaby Haviaras